[...] mande-me uma escriba, ou, melhor ainda, uma jovem de excelente memória e boa voz. Permita-lhe que possa transmitir às suas filhas o que ouvirá de mim. Que por sua vez contarão às filhas e assim por diante
Tal procedimento de recontar, a partir de pontos de vista diferencidos, histórias e estórias consagradas, foi largamente empregado a partir das décadas de 70 e 80, com a releitura ou reinterpretação por parte de mulheres escritoras de antigos mitos e arquétipos femininos consagrados na cultura patriarcal e que cristalizaram imagens femininas como estereótipos de feminilidade universal.
Mantidas à margem das narrativas, é com a escrita feminina que estes estereótipos fixos, apreendidos por gerações, que circularam como “verdade” por começam a sofrer modificação, convidando a uma revisão dos cânones e reivindicando novas posições para a mulher ficcionalidade .

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